Eu já quis ser daquelas pessoas que por onde passa, deixa (faz) um milhão de amigos, daquelas que não pedem licença para entrar em nossas vidas, chegam e ficam, interagem com todos, gostam e confiam facilmente, amam loucamente...
Mas eu, definitivamente não sou uma dessas pessoas.
Já tive épocas mais dinâmicas, em que gostava de ter sempre gente ao meu redor, estar no centro me fascinava, me encantava interagir, ouvir, falar... um sorriso bastava para se tornar especial...
Hoje não.
Alguns talvez digam que estou mais seletiva, mais reservada. É, talvez. Ou talvez eu tenha simplesmente cansado de tentar, de socializar, de parecer sempre bem. Hoje quero poucos e bons amigos, quero aqueles que amo ao alcance das mãos, mas não tão perto, para não sufocar.
Aprecio infinitamente meus momentos de solidão, gosto disso, aprendi a me sentir bem comigo mesmo, com meus pensamentos, sou ao mesmo tempo minha melhor e pior companhia. Não sei, não quero e não posso agradar a todos. Meu primeiro compromisso é comigo.
“Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia….”

